Arquivos | julho, 2011

Amy, Amy, Amy

25 jul

Quando as palavras fogem, e para não querer ficar batendo na mesma tecla, deixo o link de alguns posts (aqui, aqui, aqui e aqui) que vi por aí e que traduzem um pouco do que eu gostaria de falar.

Bye, Amy.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II

21 jul

Depois de dez – sim, dez – anos, Harry Potter chega em seu ato final. Triste para os fãs da série (me incluo aqui) que se sentem órfãos e não terão mais pelo que esperar em relação à saga do menino (agora homem!) bruxo e de seus amigos. Mas feliz por ter se encerrado da forma que merecia: triunfal. Isso porque é inegável que David Yates foi uma das melhores contribuições que a franquia poderia ter tido.

O diretor não somente deu a esta segunda parte (assim como já havia dado à primeira) o tom político que merecia (o que é senão política a disputa de poder que se inicia no mundo mágico?) como também conseguiu transpor com fluidez e elegância às telas de cinema aquilo que tão magistralmente J. K. Rowling havia produzido na série literária.

O longa tem defeitos? Sim. E o maior deles é, provavelmente, deixar meio perdidos aqueles que não leram os livros. Uma adaptação precisa se sustentar sozinha, completamente. Mas esses defeitos não fazem com que deixe de ser incrivelmente bom.

O roteiro é cuidadoso e correto: assim como na primeira parte desta seqüência, o tom tenso e sombrio é mantido, mas com alguns momentos de leveza que nos lembram de todas as coisas boas que os personagens já passaram ao longo de seus sete anos escolares.

A fotografia acompanha isso: é também escura e com uma palheta limitada de cores, trabalhando junto com o roteiro para criar a atmosfera desejada. A trilha sonora também ajuda bastante, nos mostrando que no fundo o que acontece ali é triste. Ver Hogwarts em quase ruínas é triste.

Mas o destaque do filme foi Alan Rickman, dando um destino digno a um dos personagens mais interessantes que Rowling criou: Severo Snape. Amado por uns e odiado por outros, ao fim nós finalmente pudemos entender o que se passava em sua cabeça e provar de sua redenção: Snape era na verdade um dos mais honrados seguidores de Dumbledore. E é incrível a maneira que Rickman conseguiu mostrar isso com sua atuação. Também não posso deixar de destacar a sempre incrível participação de Ralph Fiennes como o tão temido Lord Voldemort.

Sobre este último, destaco um dos momentos finais em que, depois de todo o tabu em torno de seu nome, ao enfrentá-lo, é curioso que Harry o chame justamente pelo de batismo: Tom Riddle. Afinal, depois de tudo o que passou, é hora de enfrentar todos os medos, de frente.

E depois que isso acontece, a projeção muda um pouco seu tom: se antes era de medo e trevas, vemos finalmente a luz e a esperança. Apesar de nos vermos em uma Hogwarts destruída, finalmente, depois de muito tempo, vemos alguns sorrisos, na medida do possível, já que muitos perderam seus entes queridos nessa batalha que agora chega a um fim.

E como foi bom ter acompanhado Harry Potter. Como foi bom.

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