Depois de dez – sim, dez – anos, Harry Potter chega em seu ato final. Triste para os fãs da série (me incluo aqui) que se sentem órfãos e não terão mais pelo que esperar em relação à saga do menino (agora homem!) bruxo e de seus amigos. Mas feliz por ter se encerrado da forma que merecia: triunfal. Isso porque é inegável que David Yates foi uma das melhores contribuições que a franquia poderia ter tido.
O diretor não somente deu a esta segunda parte (assim como já havia dado à primeira) o tom político que merecia (o que é senão política a disputa de poder que se inicia no mundo mágico?) como também conseguiu transpor com fluidez e elegância às telas de cinema aquilo que tão magistralmente J. K. Rowling havia produzido na série literária.

O longa tem defeitos? Sim. E o maior deles é, provavelmente, deixar meio perdidos aqueles que não leram os livros. Uma adaptação precisa se sustentar sozinha, completamente. Mas esses defeitos não fazem com que deixe de ser incrivelmente bom.
O roteiro é cuidadoso e correto: assim como na primeira parte desta seqüência, o tom tenso e sombrio é mantido, mas com alguns momentos de leveza que nos lembram de todas as coisas boas que os personagens já passaram ao longo de seus sete anos escolares.
A fotografia acompanha isso: é também escura e com uma palheta limitada de cores, trabalhando junto com o roteiro para criar a atmosfera desejada. A trilha sonora também ajuda bastante, nos mostrando que no fundo o que acontece ali é triste. Ver Hogwarts em quase ruínas é triste.
Mas o destaque do filme foi Alan Rickman, dando um destino digno a um dos personagens mais interessantes que Rowling criou: Severo Snape. Amado por uns e odiado por outros, ao fim nós finalmente pudemos entender o que se passava em sua cabeça e provar de sua redenção: Snape era na verdade um dos mais honrados seguidores de Dumbledore. E é incrível a maneira que Rickman conseguiu mostrar isso com sua atuação. Também não posso deixar de destacar a sempre incrível participação de Ralph Fiennes como o tão temido Lord Voldemort.

Sobre este último, destaco um dos momentos finais em que, depois de todo o tabu em torno de seu nome, ao enfrentá-lo, é curioso que Harry o chame justamente pelo de batismo: Tom Riddle. Afinal, depois de tudo o que passou, é hora de enfrentar todos os medos, de frente.
E depois que isso acontece, a projeção muda um pouco seu tom: se antes era de medo e trevas, vemos finalmente a luz e a esperança. Apesar de nos vermos em uma Hogwarts destruída, finalmente, depois de muito tempo, vemos alguns sorrisos, na medida do possível, já que muitos perderam seus entes queridos nessa batalha que agora chega a um fim.
E como foi bom ter acompanhado Harry Potter. Como foi bom.
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mesmo que eu não seja fã de Harry Potter fiquei com vontade de ver. super legal!
(momento nerd mode on)
Eu sempre tive uma raiva absurda do Snape, e acho que a cena dele se revelando vai ser uma das mais emocionantes pra mim… Ai, não aguento mais esperar pra assistir logo!!!!
É muita emoção ter acompanhado a história toda ao longo desses 10 anos, ter lido os livros desde o começo, ter aguardado cada Natal ansiosamente pois era a época em que os livros eram lançados… E agora chega ao fim!
Bom, mas chega de escrever senão a besta aqui começa a chorar, e ninguém merece…
(momento nerd mode off)
Adorei o texto. Escrevi algo também, depois que vi o filme. Sou fã e mesmo depois de ter lido os livros consegui me emocionar muito com as cenas da telinha, mesmo sabendo os detalhes e desfecho. Vai ser bem difícil alguma outra história se igualar a esta, que acrescentou tanta coisa boa no crescimento e caráter daqueles que acompanharam tudo, a importancia do amor e da amizade e a verdade que todos vamos ter que encarar: a morte.
Bjos.
Eu nunca assisti Harry Potter , rs.
Deve ser legal… seu blog é lindo !